segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ele.

Ele só queria um tênis Allstar. bem sujo, surrado. Se pá até rasgado.
Uma calça limpa, mas também surrada. Pintada com símbolos políticos, que pudessem dizer tudo aquilo que ele guardava dentro de si.
Ele queria paz, mas acreditava que só a alcançaria através do ódio.
Destruir para reconstruir, a única solução.
Um tempo depois, ele só queria uma menina. Um role em paz com ela, mas não conseguiu.
Foi traído por confiar demais. Também foi assim com seus ideais.
Hoje ele se encontra em paz. Ama de outra forma. Pertence ao universo, ao todo.
Descobriu que é, agora, indivisível.

Três dias.

Três dias sem farda, sem ordem, sem alvorada
Três dias de Barba, sem ver duzentos homens enfileirados à sua volta
Três dias sem o calor e a umidade de suas botas
Três dias sem ver alguns amigos
Três dias de descanso, três dias sem sono
Três dias, três dias...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O início...

Eaê.
Bem, tô escrevendo essa parada enquanto faço um artigo e carrega um vídeo do Dance Of Days...
Quem sabe não pode vir a ser um livro, quando eu for famoso... página por página, devagar, devagar...
Contos, poesias, tudo misturado... um tanto confuso, mas uma coisa explicará a outra. Na verdade, nem sei escrever contos. Só sei contar o que houve nas minhas noites anteriores.

Era um menino, neguinho, pobre. As canelas sempre acinzentadas. Não podia ouvir rap, pois era coisa de marginal... Na real, ele era um marginal. Morava em uma cidade que abrigava os que não conseguiram um canto na cidade grande. E morava nos cantos dessa cidade que abrigava os que não conseguiram um canto na cidade grande. Ao menos morava no canto mais próximo dos cantos da cidade grande. A cidade canção, de paz, cores vivas, muito verde, muito verde.
Claro, todo o lixo foi jogado às cidades vizinhas, e ainda hoje os lixos apodrecem, alimentando as enormes panças dos que habitam a cidade grande. O neguinho, hoje, habita a cidade grande. Não foi fácil sair da cidadezinha. Uma vez teve que voltar a ela, sentiu um aperto por ter que deixar os seus amigos da cidade grande... Mas, pouco tempo depois, voltou à cidade grande, e só vai à cidadezinha para rever alguns amigos.
Chamarei essa cidade grande de Maria, para não ficar tão cansativo.
Maria apresentou ao neguinho muitas coisas: amores, alegrias, novos costumes e bebidas. E ele sabe o que mais o prende, até hoje... São os amores...