segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dores de poeta
A maior dor de um poeta
É ter sua poesia jamais
Lida, ouvida em recitais
De um a outro, a meta
Rejeitada
Sem mesmo ela ter sido
Recitada.
sábado, 6 de outubro de 2012
E eu quieto, sozinho.
Então, sentei-me na calçada com as pernas trémulas. As mãos, sujas, frias e ásperas tocavam o rosto, e o manchavam de poeira e álcool. A tempos eu não bebia, como ontem. Ela me olhava, em pé. Sem saber o que fazer. Seus amigos desciam a praça. Meus amigos desciam a praça. Despediram-se, e abandonaram-me. Bebado. Triste. Chorando. Ela sentou-se, e eu me deitei.
Antes, no bar, eu ouvia o som imundo tocando, e a observava, conversando com seu ex-namorado. conversaram um bom tempo, e eu apenas pedia mais uma cerveja. "Dá ota cerveja". "Dá ota cerveja". "Dá ota cerveja".
Ela veio. "tudo bem?". Sim. Tem problema se eu não ficar aqui contigo? Eu não queria ser cíumento. Não, pode ficar à vontade. Tá. me deu um beijo rápido, de canto, daqueles que nenhuma garota quer dar. Virou-se de costas e, quando percebi, eu já estava doidão. Ela conversava com ele, e com outros amigos. E eu quieto, sozinho.
bebi muito. Bebi como quem gostava de beber. e senti o prazer de ser um bêbado. Ver as coisas mechendo, as pessoas gritando, a guitarra gritando, o grave vibrando, e aquele baterista ridiculo mostrando com tesão aquela lingua enorme.
Acendi um cigarro. "É proibido fumar aqui dentro". "Foda-se, seu filho da puta". Cara, ou você apaga, ou eu chamo o segurança. Apaguei o cigarro no balcão do bar, e o deixei por ali mesmo. "sua mãe tem Pênis".
aproveitei minha situação de bêbado, sabendo que ele seria mais tolerante, e em seguida, sem muito espaço de tempo entre as palavras eu pedi: quero um Foda-se. Ela serviu. eu a observava, toda atraente com aquele corpo magro. seios delineados, do jeito que meu amigo gosta. Não consegui me imaginar com ela. Pois eu amava. Eu sempre amo.
bebi mais umas porcarias, sempre vodka com suco. Barato, não muito ruim e que mantia a mente zonza por uns minutos.
Levantei, cambaleante fui ao banheiro. Mijei no chão, só de raiva. e saí. outro cara entrou, agachou-se, vomitou na patente e deitou-se sobre o mijo.
Percebi que eu não estava tão bebado assim. mas minha situação era pior que a dele.
saí, mandei o dono do bar à merda, mostrei o dedo pra banda, e saí da balada.
chutei a porta do bar ao lado, dei um tapa na placa de Pare, e mandei o mundo ao inferno.
poesia
ao inferno, o mundo. imundo.
sem jeito, desejo tudo ao inferno.
o amor, a paixão, os lábios.
tudo.
ao inferno.
ao inferno as coisas que me botaram neste estado.
o alcool, a raiva, o ciume.
o tédio, o trabalho, o cansaço.
a ilusão de lhe amar.
ao inferno, tu e tuas frescuras.
os meus livros, meus escritos.
ao inferno, ao inferno, ao inferno.
tu, e tudo que lhe acompanha.
vão, agora.
ao
inferno.
as estações, o samba, o róque.
ao inferno.
tudo.
tudo..
tudo...
quando terminei meu discurso, eu a vi, me olhando e perguntando o que houvera. Não esteve comigo em um simples segundo, e por isso não sabia o que eu sentia, por que eu o fazia, e por que eu estava ali fora.
Então, sentei-me na calçada com as pernas trémulas. As mãos, sujas, frias e ásperas tocavam o rosto, e o manchavam de poeira e álcool. A tempos eu não bebia, como ontem. Ela me olhava, em pé. Sem saber o que fazer. Seus amigos desciam a praça. Meus amigos desciam a praça. Despediram-se, e abandonaram-me. Bebado. Triste. Chorando. Ela sentou-se, e eu me deitei.
Foi o que me disseram.
Antes, no bar, eu ouvia o som imundo tocando, e a observava, conversando com seu ex-namorado. conversaram um bom tempo, e eu apenas pedia mais uma cerveja. "Dá ota cerveja". "Dá ota cerveja". "Dá ota cerveja".
Ela veio. "tudo bem?". Sim. Tem problema se eu não ficar aqui contigo? Eu não queria ser cíumento. Não, pode ficar à vontade. Tá. me deu um beijo rápido, de canto, daqueles que nenhuma garota quer dar. Virou-se de costas e, quando percebi, eu já estava doidão. Ela conversava com ele, e com outros amigos. E eu quieto, sozinho.
bebi muito. Bebi como quem gostava de beber. e senti o prazer de ser um bêbado. Ver as coisas mechendo, as pessoas gritando, a guitarra gritando, o grave vibrando, e aquele baterista ridiculo mostrando com tesão aquela lingua enorme.
Acendi um cigarro. "É proibido fumar aqui dentro". "Foda-se, seu filho da puta". Cara, ou você apaga, ou eu chamo o segurança. Apaguei o cigarro no balcão do bar, e o deixei por ali mesmo. "sua mãe tem Pênis".
aproveitei minha situação de bêbado, sabendo que ele seria mais tolerante, e em seguida, sem muito espaço de tempo entre as palavras eu pedi: quero um Foda-se. Ela serviu. eu a observava, toda atraente com aquele corpo magro. seios delineados, do jeito que meu amigo gosta. Não consegui me imaginar com ela. Pois eu amava. Eu sempre amo.
bebi mais umas porcarias, sempre vodka com suco. Barato, não muito ruim e que mantia a mente zonza por uns minutos.
Levantei, cambaleante fui ao banheiro. Mijei no chão, só de raiva. e saí. outro cara entrou, agachou-se, vomitou na patente e deitou-se sobre o mijo.
Percebi que eu não estava tão bebado assim. mas minha situação era pior que a dele.
saí, mandei o dono do bar à merda, mostrei o dedo pra banda, e saí da balada.
chutei a porta do bar ao lado, dei um tapa na placa de Pare, e mandei o mundo ao inferno.
poesia
ao inferno, o mundo. imundo.
sem jeito, desejo tudo ao inferno.
o amor, a paixão, os lábios.
tudo.
ao inferno.
ao inferno as coisas que me botaram neste estado.
o alcool, a raiva, o ciume.
o tédio, o trabalho, o cansaço.
a ilusão de lhe amar.
ao inferno, tu e tuas frescuras.
os meus livros, meus escritos.
ao inferno, ao inferno, ao inferno.
tu, e tudo que lhe acompanha.
vão, agora.
ao
inferno.
as estações, o samba, o róque.
ao inferno.
tudo.
tudo..
tudo...
quando terminei meu discurso, eu a vi, me olhando e perguntando o que houvera. Não esteve comigo em um simples segundo, e por isso não sabia o que eu sentia, por que eu o fazia, e por que eu estava ali fora.
Então, sentei-me na calçada com as pernas trémulas. As mãos, sujas, frias e ásperas tocavam o rosto, e o manchavam de poeira e álcool. A tempos eu não bebia, como ontem. Ela me olhava, em pé. Sem saber o que fazer. Seus amigos desciam a praça. Meus amigos desciam a praça. Despediram-se, e abandonaram-me. Bebado. Triste. Chorando. Ela sentou-se, e eu me deitei.
Foi o que me disseram.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Capoeira
Já faz um bom tempo que não sinto aquela vontade de ficar sozinho.
Não quer dizer que eu não seja mais uma pessoa triste.
É que encontrei a amizade.
Não quer dizer que eu não seja mais uma pessoa triste.
É que encontrei a amizade.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Ela não me ama, John!
- Ela não me ama! Ela não me ama! Ela não me ama, John! Ela não me ama!
Parou...Refletiu...
Sentiu saudades e uma imensa vontade de chorar novamente, de amar novamente...
As lágrimas quase lhe tombavam os olhos... Mas nenhuma tombou.
Num momento de calma e menor agitação, disse:
-Eu não a amo... Não a amo... (...) ...Né?
John ficou em silêncio.
Tomou outro gole daquele café frio, feito por ele mesmo na manhã da segunda.
Esperava que ela ligasse...
O telefone não tocou.
John saiu.
Trancou a porta, ligou o rádio que ficava na cabeceira da cama no sexto volume, a ouvir Comerciais de Cigarro, esperando não mais acordar triste.
http://letras.terra.com.br/dance-of-days/1134770/
Parou...Refletiu...
Sentiu saudades e uma imensa vontade de chorar novamente, de amar novamente...
As lágrimas quase lhe tombavam os olhos... Mas nenhuma tombou.
Num momento de calma e menor agitação, disse:
-Eu não a amo... Não a amo... (...) ...Né?
John ficou em silêncio.
Tomou outro gole daquele café frio, feito por ele mesmo na manhã da segunda.
Esperava que ela ligasse...
O telefone não tocou.
John saiu.
Trancou a porta, ligou o rádio que ficava na cabeceira da cama no sexto volume, a ouvir Comerciais de Cigarro, esperando não mais acordar triste.
http://letras.terra.com.br/dance-of-days/1134770/
domingo, 8 de abril de 2012
Não maltrate
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração, não.
É expressamente proibido.
É um grito, que sai de meu pulmão.
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração, não.
Não fale demais com quem não se deve falar.
Não faça nada que vá nos magoar.
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração, não.
Deixa-me livre
Diga-me o que há
O que fez
O que quer fazer
Só não brinque com meu coração. não.
Me importo contigo e prometo não lhe magoar.
Só não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não maltrate o meu coração, não.
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração, não.
É expressamente proibido.
É um grito, que sai de meu pulmão.
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração, não.
Não fale demais com quem não se deve falar.
Não faça nada que vá nos magoar.
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração, não.
Deixa-me livre
Diga-me o que há
O que fez
O que quer fazer
Só não brinque com meu coração. não.
Me importo contigo e prometo não lhe magoar.
Só não brinque com meu coração
Não brinque com meu coração
Não maltrate o meu coração, não.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Soneto do ócio - Eu mesmo, agora
Nada faço pelo nada
Algo para na saída
Faço búque em toada
Seja minha despedida
Cadeira torta me acomoda
Me ajeito na moral
Postura ainda torta
Nada vale um real
Feitos de ano em ano
Meus amigos, meus sonetos
Aprendi Parnasiano
Lembro do Ensino médio
Curto verso assum preto
Escrevi graças ao tédio
Algo para na saída
Faço búque em toada
Seja minha despedida
Cadeira torta me acomoda
Me ajeito na moral
Postura ainda torta
Nada vale um real
Feitos de ano em ano
Meus amigos, meus sonetos
Aprendi Parnasiano
Lembro do Ensino médio
Curto verso assum preto
Escrevi graças ao tédio
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Dos lábios do Poeta
Eu quero ouvir dos lábios do poeta:
"Tu conseguiu, rapaz!
Beijou a mulher amada, e, com intrigas
Nunca mais chorou a vida
A dor saiu, se escondeu
Pra só mais além voltar, se voltar
Se voltar?
Que volte mais alegre de que nunca
E cheia de saudade
Aí sim, ela vai cantar
'Chega de saudade'"
'Vai minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser...'
"Tu conseguiu, rapaz!
Beijou a mulher amada, e, com intrigas
Nunca mais chorou a vida
A dor saiu, se escondeu
Pra só mais além voltar, se voltar
Se voltar?
Que volte mais alegre de que nunca
E cheia de saudade
Aí sim, ela vai cantar
'Chega de saudade'"
'Vai minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser...'
Chega de Saudade - Vinicius de Moraes
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