terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Soneto do ócio - Eu mesmo, agora

Nada faço pelo nada
Algo para na saída
Faço búque em toada
Seja minha despedida

Cadeira torta me acomoda
Me ajeito na moral
Postura ainda torta
Nada vale um real

Feitos de ano em ano
Meus amigos, meus sonetos
Aprendi Parnasiano

Lembro do Ensino médio
Curto verso assum preto
Escrevi graças ao tédio

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Dos lábios do Poeta

Eu quero ouvir dos lábios do poeta:
"Tu conseguiu, rapaz!
Beijou a mulher amada, e, com intrigas
Nunca mais chorou a vida
A dor saiu, se escondeu
Pra só mais além voltar, se voltar
Se voltar?
Que volte mais alegre de que nunca
E cheia de saudade
Aí sim, ela vai cantar
'Chega de saudade'"

'Vai minha tristeza
E diz a ela
Que sem ela não pode ser...'

Chega de Saudade - Vinicius de Moraes