Lua, slack-line, coqueiros.
Revolta, fora da aula, conhecer.
Tu esperava tua mãe chegar, ou um ônibus pra ir embora.
Eu dormiria ali de qualquer jeito.
Um amigo te apresenta, e eu cativo a tua amizade.
Um papel, um desenho a lápis.
Uma caderneta, um desenho a caneta.
E tu o levou. Destacou e o levou.
E ainda hoje me pergunto se tu ainda tem esse desenho.
Pra mim nenhum contato teu, a não ser um endereço-E.
E no outro dia, algo escrito pra mim.
E nos outros dias, mil coisas escritas pra você.
E aquela caderneta guarda poesias escritas pra você.
E teus olhos ficaram na minha mente pro resto da minha vida.
A imagem de tu se deitando, como uma gata rolava pela grama, sem ligar pras coisas que estavam ao redor.
Coqueiros, Coqueiros..
Corujas, Coqueiros.
E nesse dia eu já sabia que tu seria importante pra mim.
Cada vez que te encontro, converso contigo, e te ouço falar da vida bad que tu diz levar, me sinto bem, e me boto a pensar na vida.
Na tua vida.
Esse teu jeito de disfarçar um assunto, fingindo não ouvir nenhuma palavra, não me convence, não me engana. Mas eu deixo passar despercebido.
Fico aqui, com a promessa de que um dia aprenderei a desenhar as folhas dos coqueiros.
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